Os Azeitonas: “Falta o Miguel [Araújo], nunca seria igual sem ele”

Os Azeitonas: “Falta o Miguel [Araújo], nunca seria igual sem ele”

Entrevistas

Os Azeitonas: “Falta o Miguel [Araújo], nunca seria igual sem ele”

Estivemos à conversa com a banda do Porto sobre o novo álbum que vão lançar a 18 de maio, o primeiro desde a saída de Miguel Araújo.

Depois da digressão de 2017, que terminou com dois concertos especiais, em formato acústico, na Casa da Música e no Centro Cultural de Belém, Os Azeitonas preparam-se para lançar um novo álbum, que será editado a 18 de maio.

Até ao momento, o grupo já apresentou três músicas deste novo disco. O último single a ser lançado foi “Efeito do Observador”, lançado depois de “Cinegirasol” e “Fundo da Garrafa”.

Este novo álbum, “Banda Sonora”, será o quinto registo de originais da banda portuense, depois de “Um Tanto Ou Quanto Atarantado” (2005), “Rádio Alegria” (2007), “Salão América” (2009) e “AZ” (2013). É o primeiro álbum de estúdio da banda desde a saída de Miguel Araújo.

Em conversa com Marlon (Mário Brandão), Nena (Luísa Barbosa) e Salsa (João Salcedo) fomos descobrir o que podemos esperar do novo disco da banda portuense.

O que nos podem adiantar sobre “Banda Sonora”?

Está feito! Todo o álbum conta uma história através das 13 músicas que são os seus respectivos episódios. Há vídeos novos prontos para sair e estamos muito contentes com o resultado final.

Que participações especiais vamos poder esperar neste novo álbum?

Temos o Tatanka numa conversa com o Marlon. O Miguel Araújo dá uma perninha de guitarra e brindou-nos com mais uma canção (além do Cinegirasol, claro). E o André Indiana também faz uso da sua guitarra eléctrica.

O vídeo do novo single que lançaram recentemente, “Efeito de Observador”, é mais um exemplo de um videoclipe que fizeram recorrendo à animação. Por que decidiram seguir esse caminho?

É uma linguagem que gostamos e que tem dado bons resultados. Mas já temos outro gravado que não usa esta técnica. Nada como ir variando para descobrirmos novos caminhos.

 

 

Sempre se apresentaram em português. Nunca tiveram a tentação de cantar em inglês para chegar a mais pessoas?

Nunca. Na verdade as bandas portuguesas que tocam mais lá fora são bandas que cantam em português e de cariz bem mais tradicional que nós. Falamos de fadistas e instrumentistas. No fundo, mostrando música que só nós portugueses podemos fazer.

“Com o álbum fechado, consideramos a prova superada”

Este é o vosso primeiro álbum de estúdio sem o Miguel Araújo, como tem sido essa experiência?

Reveladora. Foi um desafio que nós aceitámos sem saber bem o que ia acontecer. E é uma mudança forte na linha de montagem! Com o álbum fechado, consideramos a prova superada!

A banda é a mesma sem o Miguel? Que mudanças podemos esperar a nível musical?

Para começar, claro que falta o Miguel, nunca seria igual sem ele – além de grande músico e compositor, é um amigo com quem gostávamos de partilhar palco, trabalho, e a própria pessoa! Mas não conseguiríamos manter tudo igual nem que o Miguel ainda cá estivesse. Isto porque embora sejamos fiéis à nossa música, experimentamos sempre ser um pouco diferentes em cada álbum, em cada canção. Nesse aspecto mantemos o gosto por algum risco. Claro que em termos de composição – agora estamos nós a assumir essa aventura – existe um fio condutor na música d’Os Azeitonas que mantem uma direcção, e um bom legado a preservar!

Como vai ser o vosso verão?

Com muitos concertos pelo país, já com muitas datas marcadas e estamos ansiosos para tocar as músicas novas.

O próximo concerto da banda será na FNAC do Colombo, em Lisboa, a 18 Maio e depois segue-se, a 19, a FNAC do Norte Shopping, em Matosinhos. Esteja a par de todas as novidades da banda através da sua página oficial no Facebook.

Foto: Paulo Bico
Artigo de
Hugo Mesquita

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