8 tragédias aéreas que marcaram a história do futebol mundial

8 tragédias aéreas que marcaram a história do futebol mundial

Desporto

8 tragédias aéreas que marcaram a história do futebol mundial

O primeiro grande acidente vitimou uma equipa que regressava de Lisboa e o último dizimou uma equipa brasileira.

Artigo de Bruno Seruca

29-10-2018

A morte do presidente do Leicester deixou o futebol inglês em choque. Como era habitual no final dos jogos em casa, Vichai Srivaddhanaprabha abandonava o estádio a bordo do seu helicóptero que levantava voo do centro do relvado. Por motivos que ainda estão por explicar, desta vez a aeronave despenhou-se poucos segundos depois de levantar voo, acabando por cair e incendiar-se num dos parques de estacionamento do estádio.

Além do presidente do clube onde jogam os portugueses Adrien Silva e Ricardo Pereira, morreram outras quatro pessoas: a ex-Miss Tailândia, Nusara Suknamai, Keveponr Punpare, membro do staff de Vichai Srivaddhanaprabha, o piloto do helicóptero, Eric Swaffer e Izabela Roza Lechowicz, que de acordo com a imprensa britânica era namorada do piloto. Este trágico acidente é o mais recente de um conjunto de tragédias aéreas que marcaram a história do futebol mundial. E tudo começou com um acontecimento com ligação ao Benfica

Torino regressava de Lisboa

4 de maio de 1949. O Torino voltava a Itália depois de ter disputado um particular contra o Benfica, disputado em Lisboa e com a vitória a sorrir aos encarnados. O avião Fiat G.212 que transportava aquela que era uma das grandes equipas do futebol italiano despenhou-se sobre o campanário da Basílica de Sperga, em Turim. A causa do acidente foi o intenso nevoeiro que dificultou a aterragem da aeronave. Morreram 31 pessoas, contando com 17 jogadores, dirigentes e jornalistas.

Manchester United

6 de fevereiro de 1958. O Manchester United regressava de Belgrado a bordo de um bimotor Airspeed. O voo 609 da Bristish Airways aterrou em Munique para reabastecer, onde não existiu uma maior preocupação com o congelamento das asas devido à neve e chuva. Problemas no motor deram origem a três tentativas de descolagem com a última a resultar numa tragédia que provocou a morte a 23 pessoas. Sete jogadores sobreviveram ao acidente. Entre eles estava Sir Bobby Charlton que se transformou num dos maiores ídolos dos red devils.

Green Cross, The Strongest e Taskent

3 de abril de 1961. O avião que transportava a equipa chileno do Green Cross despenhou-se nos Andes, 350 quilómetros a sul de Santiago do Chile. Morreram 24 pessoas.

26 de setembro de 1969. Foi em Viloco, na cordilheira Andina Tres Cruces, que caiu o avião que transportava a equipa boliviana The Strongest. Morreram 74 pessoas, entre as vítimas estavam 17 jogadores da equipa.

11 de agosto de 1979. O avião que transportava o Taskent, uma equipa do Uzbequistão, chocou contra outro aparelho entre Minsnk e Taskent. Morreram as 178 pessoas que viajam nos dois aviões, contando com 17 jogadores do clube.

Alianza Lima e seleção da Zâmbia

8 de dezembro de 1987. Foi no mar perto de Lima, no Peru, que caiu o avião que transportava a equipa do Club Alianza Lima. Só o piloto sobreviveu, tendo morrido 16 jogadores do clube que acabou a época a jogar com juniores e jogadores emprestados pelo Colo-Colo.

28 de abril de 1993. A seleção da Zâmbia voava para o Senegal, onde ia competir por uma vaga no Mundial de 1994. Um dos motores pegou fogo durante o voo e um erro do piloto fez com que o avião caísse no Oceano Atlântico. Morreram todas as pessoas que iam a bordo da aeronave. Kalusha Bwalya, a estrela da equipa, salvou-se ao viajar noutro voo.

A última grande tragédia aérea

28 de novembro de 2016. A equipa brasileira da Chapecoense viajava com destino à Colômbia quando o avião se despenhou. Das 77 pessoas que viajavam a bordo da aeronave, sobreviveram apenas 6, entre elas três jogadores do clube, dois tripulantes e um jornalista.

Fotos: DR

Artigo de
Bruno Seruca

29-10-2018



RELACIONADOS