Wolverhampton e os milhões que causam inveja a FC Porto, Benfica e Sporting

Wolverhampton e os milhões que causam inveja a FC Porto, Benfica e Sporting

Desporto

Wolverhampton e os milhões que causam inveja a FC Porto, Benfica e Sporting

O rendimento do “português” Wolverhampton na Premier League é uma das maiores curiosidades da edição deste ano da prova.

Artigo de Hugo Mesquita

10-08-2018

Um dos motivos de interesse para a edição deste ano da Premier League é a participação da “armada portuguesa” do Wolverhampton, sob o comando de Nuno Espírito Santo, depois de ter conquistado no ano passado, sem grandes dificuldades, o Championship (segunda divisão inglesa).

A uma equipa já recheada de jogadores portugueses ou com ligações ao nosso campeonato, como Diogo Jota, Rúben Neves ou Bonatini, e esta temporada juntam-se mais alguns jogadores do mesmo registo, ainda que mais experientes, como o caso de Rui Patrício, João Moutinho e Raúl Jiménez. Se no FC Porto, Nuno Espírito Santo teve algumas limitações de orçamento, agora no Wolves, não se pode queixar de não ter gasto muitos milhões de forma a fazer boa figura na melhor liga do mundo.

Traoré bate Rúben Neves como contratação mais cara do Wolves

Uma das últimas contratações oficializadas para o plantel desta temporada foi a de Adama Traoré, extremo formado no FC Barcelona, que valeu aos cofres da sua antiga equipa, o Middlesbrough, 20 milhões de euros. Este valor foi o mais alto dado pelo ‘Wolves’ por um jogador, destronando Rúben Neves, que a época passada saiu do FC Porto por 17,9 milhões de euros.

No último dia do mercado de transferência em Inglaterra, os “Wolves” anunciaram a contratação, a título de empréstimo, do internacional belga Leander Dendocker, 23 anos, um dos mais talentosos jogadores do campeonato belga. Chega do Anderlecht. O valor do empréstimo não foi revelado e, segundo a imprensa britânica, o contrato conta com uma cláusula de compra obrigatória que também não foi revelada.

Wolverhampton gasta mais do que os três grandes juntos

Este ano, a equipa de Espírito Santo já gastou 70 milhões de euros no apetrecho do plantel, dos quais 38,6 milhões foram gastos em jogadores portugueses ou com ligação ao nosso país (Diogo Jota – 14M, Willy Boly – 12M, João Moutinho – 5,6M, Léo Bonatini – 4M e 3 milhões pelo empréstimo de Raúl Jimenez). Aqui não podemos ignorar o “custo zero” de Rui Patrício e a transferência, agora em definitivo, de Rúben Vinagre, cujos valores não foram revelados.

Só para termos um termo de comparação, o Wolverhampton gastou mais neste mercado de verão que FC Porto, Benfica e Sporting juntos. Os três grandes gastaram, até ao momento, 56, 6 milhões de euros (FC Porto – 26,8M, Benfica – 15,4M e Sporting – 14,4M).

Na temporada passada, o investimento na equipa foi bastante inferior, na ordem dos 24 milhões de euros, tendo sido grande parte desse valor (17,9M) canalizado para a contratação de Rúben Neves, que foi considerado um dos melhores jogadores do Championship. Ainda assim, este valor é enganador, já que muitos dos jogadores que agora foram contratados pela equipa, tinham estado em regime de empréstimo o ano passado.

Jogadores com ligação a Portugal custaram ao clube 82,5 milhões de euros

O plantel deste ano conta com outros dois portugueses que já estavam na equipa aquando da vinda de Nuno Espírito Santo, Hélder Costa e Ivan Cavaleiro, dois jogadores que não foram propriamente baratos. Hélder Costa veio do Benfica por 15 milhões de euros, enquanto que Cavaleiro chegou ao Molineux por 8 milhões.

No total, os jogadores portugueses ou com ligações ao nosso país custaram aos cofres do ‘Wolves’ um total 82,5 milhões de euros, isto sem ter em conta valores de empréstimo (exceção feita a Raúl Jimenez) e a transferência de Rúben Vinagre, que continua envolta num grande mistério. Chegarão estes milhões para fazer uma boa figura na Premier League?

Fotos: Reprodução Instagram / Dados: Transfermarkt
Artigo de
Hugo Mesquita

10-08-2018



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