Mali, um destino apenas para os mais aventureiros

Mali, um destino apenas para os mais aventureiros

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Mali, um destino apenas para os mais aventureiros

Se tem espírito aventureiro e gosta de se misturar com a população local, esta poderá ser uma das suas viagens de sonho.

Artigo de André Cruz Martins

28-01-2020

O Mali, um dos países da África Ocidental, está longe de ser um destino turístico por excelência. O surto de ébola que afetou o país em 2014 e alguns ataques terroristas mancharam o seu nome no cenário internacional. Os turistas estrangeiros necessitam de ter cuidado adicional, mas a situação está bem mais calma. E a verdade é que hoje em dia não estamos 100 por cento seguros em nenhum local do mundo.

Se tem espírito aventureiro e gosta de se misturar com a população local, esta poderá ser uma das suas viagens de sonho. Sétimo maior país do continente africano, o Mali tem no seu território atrações de grande interesse patrimonial e histórico. Siga no nosso roteiro pela capital Bamako e pelo norte do país, em pleno deserto do Sahara. E tenha em atenção que é necessário visto de turista para entrar no Mali.

Pela capital Bamako

Bamako é a capital do Mali e fica nas margens do rio Níger, no sudoeste do país. Um dos seus pontos de interesse é a Biblioteca Nacional do Mali. Contém mais de 60 mil obras e o curioso é que é possível pedir emprestados os livros por alguns dias, devolvendo-os depois. De notar que nos dias de hoje apenas cerca de um terço da população local sabe ler.

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Não deixe também de conhecer a Grande Mesquita de Bamako. É um dos edifícios mais altos da capital e fica perto do Mercado Central de Bamako, onde vai encontrar legumes, fruta e carne à venda. Ali perto encontra-se a Catedral de Bamako, da época colonial, que também merece uma visita.

Pode ainda subir ao topo da Torre BCEAO. Com 20 andares, é o prédio mais alto da África Ocidental. E por fim, visite o Museu Nacional do Mali, especializado em arqueologia e antropologia. Existem exposições com instrumentos musicais, roupa e artefactos de rituais dos vários grupos étnicos do Mali.

A Grande Mesquita de Djenné

O norte do Mali fica no deserto do Sahara e é a região menos segura do país. Mas se tiver espírito aventureiro e as devidas precauções, ponha-se a caminho, pois há duas atrações imperdíveis que tem de conhecer. Um desses locais é a Grande Mesquita de Djenné, situada na cidade com o mesmo nome. Trata-se do maior edifício em adobe (antecedente do tijolo) do mundo. Foi declarada Património Mundial da Unesco em 1988. A sua construção foi concluída em 1280, por ordem de Koy Konboro, o 26º da rei de Djenné, em substituição do seu antigo palácio.

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A mesquita foi reconstruída com o seu aspeto original em 1906. Destaca-se pelos muros espessos e pelas três torres com cerca de 20 metros de altura. E também pelos pilares feitos de terra seca. É esse material que é designado por adobe, sendo fabricado com argila, misturada com palha picada e excremento bovino.

O trilho de Dogon

Outro dos programas imperdíveis no norte do Mali é o trilho de Dogon. Percorre a região do povo Dogon, que é conhecido pelos seus dançarinos mascarados. Esta caminhada pode durar até dez dias e termina nos penhascos da falésia de Bandiagara, que servia de refúgio natural para os dogons. Foi lá que eles construíram casas feitas com adobe, que passavam despercebidas à distância e só eram acessíveis escalando as rochas.

Percorra a galeria e veja mais fotos de Mali.

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Artigo de
André Cruz Martins

28-01-2020



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