Janeiro de Cima, uma encantadora aldeia de xisto nas margens do Zêzere

Janeiro de Cima, uma encantadora aldeia de xisto nas margens do Zêzere

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Janeiro de Cima, uma encantadora aldeia de xisto nas margens do Zêzere

Janeiro de Cima, localizada na margem esquerda do Zêzere, perto do Fundão, é uma bela aldeia de xisto que vale a pena conhecer. Com ruas sinuosas, as suas pequenas casas fazem-nos viajar no tempo. A arquitetura em xisto apresenta a particularidade de incluir seixos brancos, provenientes do leito do rio Zêzere.

Artigo de Equipa Paraeles

03-08-2020

Janeiro de Cima, localizada na margem esquerda do Zêzere, perto do Fundão, é uma bela aldeia de xisto que vale a pena conhecer. Com ruas sinuosas, as suas pequenas casas fazem-nos viajar no tempo. A arquitetura em xisto apresenta a particularidade de incluir seixos brancos, provenientes do leito do rio Zêzere.

As primeiras casas da aldeia cresceram em redor da Igreja Velha e é dali que saem um conjunto de ruas estreitas, que vão desembocar em becos e ruelas, numa estrutura medieval de grande valor patrimonial. Um cenário lindíssimo para explorar com tranquilidade e sossego.

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O local mais emblemático da povoação é a Igreja Velha, construída no século XVIII. Fica no centro da aldeia e apresenta três altares em talha e um arco cruzeiro de volta perfeita. No século XX, foi construída a Igreja Nova, de maiores dimensões, para receber as pessoas que desejavam assistir à missa.

A Casa das Tecedeiras e a Capela de São Sebastião

Enquanto passeia pela aldeia vai cruzar-se com a Casa das Tecedeiras, um espaço onde se reinventa a tradição do linho, apostando em peças de design moderno. O local funciona como loja e como centro interpretativo, com os visitantes a terem uma noção do ciclo do linho e, inclusivamente, a poderem experimentar o tear antigo.

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As trabalhadoras da Casa das Tecedeiras são habitantes das aldeias de xisto e produzem artigos de vestuário e acessórios de moda, mas também roupa de casa e peças decorativas. Outro local a visitar é a Capela de São Sebastião, reconstruída no século XX sobre um templo pré-existente, datado do século XVI.

Três edifícios históricos e a Roda de Janeiro

Entre os edifícios de Janeiro de Cima, destacam-se três, devido às suas características arquitetónicas. Um portal em granito trabalhado e janela de avental e outros dois com janela de avental. Monumento curioso que não passa despercebido é a Roda de Janeiro, construção que evoca tradições antigas de rega. Demonstra como os habitantes da aldeia aproveitavam o movimento do rio, retirando do seu leito as águas para regar os terrenos de cultivo. Hoje em dia, a roda continua a girar.

A banhos no Zêzere

Como já referimos, Janeiro de Cima fica na margem esquerda do rio Zêzere. Ao longo da história, nunca faltou água para a rega dos campos e para os moinhos. Hoje em dia, o Zêzere é essencialmente uma zona de lazer, proporcionando banhos retemperadores no seu Parque Fluvial. No verão, a água atinge temperaturas bastante agradáveis.

Alojamento e gastronomia

É possível pernoitar em Janeiro de Cima, na Casa Cova do Barro. Reconstruída a partir de uma propriedade agrícola, divide-se em dois pisos servidos por escadas ou elevador. No piso 1 situa-se a receção, uma suíte e quatro quartos duplos. No piso 0 fica a sala de convívio e refeições, equipada com lareira. Existe ainda uma mesa de snooker, jogos de tabuleiro, televisão e DVD com filmes. Os preços por noite variam entre os 50 euros (quarto individual), 60 euros (quatro duplo) e 70 euros (suíte). Para degustar os sabores tradicionais, vá ao Restaurante O Fialho, no coração da aldeia. Entre os pratos, destacam-se o bacalhau, o cabrito a chanfana e os maranhos.

Percorra a galeria e veja mais imagens de Janeiro de Cima.

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Artigo de
Equipa Paraeles

03-08-2020



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