Foram detetadas quatro exemplares da vespa-asiática-gigante, soror, nas Astúrias, em Espanha. Tendo em conta a curta distância de 280 quilómetros para Portugal, existe o receio de que a vespa bastante perigosa possa já estar em Portugal. As autoridades e os apicultores nacionais estão já em alerta para a presença da soror no nosso País. O Instituto de Conservação da Natureza e Florestas salienta estar a acompanhar a eventual presença em Portugal da vespa que é vista como mais perigosa do que a vespa-asiática.
Leia ainda: Ter um cão ajuda a que viva mais tempo
Conor McGregor a comer abelhas
O instituto pede mesmo que qualquer avistamento da vespa soror seja reportado através do e-mail [email protected]. Sendo que até ao momento ainda não existe o registo da presença de qualquer exemplar em Portugal. Ainda assim, são vários os pedidos para que as autoridades estejam prevenidas para uma eventual invasão que leve a uma praga da maior vespa do mundo.
Risco para a saúde e para o ecossistema
A presença da vespa-asiática-gigante representa um risco para a saúde. A picada é extremamente dolorosa, devido ao veneno potente, os efeitos da mesma podem ser duradouros. O que se pode traduzir em complicações médicas. É também um predador agressivo capaz de caçar borboletas, libélulas, louva-adeus e gafanhotos. Bem como outras vespas e até pequenos vertebrados como é o caso das lagartixas. Algo que é salientado por um estudo realizado nas Astúrias.
Como identificar uma vespa soror?
A vespa soror destaca-se por ser tricolor, algo que se aplica a ambos os sexos. Têm áreas pretas, castanho-escuro e castanho-claro e amarelas. A cabeça é de grandes dimensões. Quanto a tamanho, as soror obreiras têm 35 milímetros e as rainhas 46 milímetros. Já as soror comuns não chegam aos 10 milímetros.
Fotos: Shutterstock