A odisseia para visitar Tristão da Cunha, o local mais remoto do mundo

A odisseia para visitar Tristão da Cunha, o local mais remoto do mundo

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A odisseia para visitar Tristão da Cunha, o local mais remoto do mundo

Se gosta de explorar lugares remotos e poucos explorados, o arquipélago de Tristão da Cunha é um destino indicado para si. Fica no Oceano Atlântico, entre a América do Sul e África do Sul e trata-se do território habitado mais remoto do mundo. A ilha principal (ilha de Tristão da Cunha) é rodeada por penhascos com mais de 600 metros de altura.

Artigo de André Cruz Martins

07-11-2019

Se gosta de explorar lugares remotos e poucos explorados, o arquipélago de Tristão da Cunha é um destino indicado para si. Fica no Oceano Atlântico, entre a América do Sul e África do Sul e trata-se do território habitado mais remoto do mundo. A ilha principal (ilha de Tristão da Cunha) é rodeada por penhascos com mais de 600 metros de altura.

Os únicos locais habitados são o pequeno povoado de Edimburgo dos Sete Mares, que se encontra localizado a noroeste da ilha de Tristão da Cunha, além da estação meteorológica da Ilha de Gonçalo Álvares (ou Ilha Gough), que abriga um contingente de seis funcionários que trabalham para o governo da África do Sul. Estes dois lugares estão separados por 400 quilómetros.

Local habitado mais próximo fica a 2420 quilómetros

Tristão da Cunha é um território britânico ultramarino com constituição própria. Para se ter noção do isolamento do arquipélago, o local habitado mais próximo encontra-se 2420 quilómetros a norte da ilha de Tristão da Cunha, na ilha de Santa Helena. No continente, a cidade mais próxima de Tristão da Cunha é a Cidade do Cabo, na África do Sul, que fica localizada 2800 quilómetros a leste. O nome Tristão da Cunha foi atribuído ao arquipélago por ter sido descoberto pelo explorador português com o mesmo nome. Só há três barcos anuais para a capital.

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É uma autêntica odisseia para chegar a Edimburgo dos Sete Mares, onde vivem apenas 250 pessoas. Lá não existe aeroporto e só existem três barcos anuais que visitam a capital. As embarcações partem de Ushuaia, na Argentina e a viagem demora entre 12 e 13 dias. Em 2020 vão existir três viagens, com partidas a 25 e 28 de fevereiro e 29 de março. Também já há datas para 2021: 15 de fevereiro (dois navios) e 11 de março, igualmente com partida de Ushuaia.

Não é necessário nenhum visto de estadia, sendo preciso apenas um passaporte válido e uma permissão para desembarcar. Todos os turistas que ficarem hospedados na ilha precisam de ter a viagem de volta confirmada e totalmente paga. Necessitam ainda de ter seguro de saúde, para o caso de ser necessária uma evacuação médica urgente. E também dinheiro suficiente para cobrir as despesas da estadia. Na ilha, os cartões de crédito e os cheques não são válidos. Para obter mais informações sobre como planear a viagem, deve consultar o seguinte site.

O que se pode fazer em Tristão da Cunha

Depois deste enquadramento, a pergunta que se impõe é: vale a pena visitar este arquipélago tão longínquo? Lá está, se gostar de lugares remotos em que a civilização praticamente não chegou, a resposta é afirmativa. Aqui vai poder tirar fotografias de paisagens deslumbrantes e fazer grandes caminhadas pelas montanhas. A principal atividade é visitar o pico de St. Mary Mountain. Existem expedições para chegar a este local a 2062 metros de altura. A montanha é o pico de um enorme vulcão em forma de escudo.

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O vulcão tem uma cratera com 300 metros de diâmetro e contém um lago em forma de coração. Este lago está normalmente congelado durante o inverno, e as encostas superiores do vulcão ficam cobertas de neve. Visite ainda o Thatched House Museum, que conta a história do arquipélago, com destaque para as grandes erupções que foram ocorrendo. O museu está disponível para dormidas.

Percorra a galeria e veja mais fotos de Tristão da Cunha.

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Artigo de
André Cruz Martins

07-11-2019



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