Inês Pina: A taróloga que faz esquecer as cartas

Inês Pina: A taróloga que faz esquecer as cartas

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Inês Pina: A taróloga que faz esquecer as cartas

Desde tenra idade percebeu que havia algo para lá do que os olhos alcançam. Assim, Inês Pina deixou de lado os cursos superiores em Jornalismo e Turismo e dedicou-se a ler cartas. O corpo torneado parece que também ajuda a ganhar admiradores.

Artigo de Equipa Paraeles

22-09-2017

Inês Pina sempre sentiu uma atração especial pelo mundo espiritual. Assim, decidiu que este seria o caminho da realização profissional. Para trás das costas deixou a licenciatura em Jornalismo e o mestrado em Turismo. Ao paraeles admitiu que a fotografia é uma paixão antiga e que as abordagens de cariz sexual fazem parte de algumas perguntas durante as consultas de tarot. Descubra Inês Pina, a taróloga de quem se fala.
Paraeles – Inês, quando percebeste que o tarot faria parte da tua vida?
Inês Pina – Desde pequena percebi que o mundo não se limitava aquilo que os nossos olhos viam, mas foi o dia em que fui pela primeira vez a uma taróloga que percebi que o meu futuro estava ligado ao mundo espiritual. Sentei-me, nervosa, e a primeira coisa que oiço é: “o que é que está aqui a fazer? Você sabe ler cartas! Não precisa de cursos, de nada. Compre um baralho e comece a ler”. Foi o ponto de partida. Segui o conselho e comprei um baralho, fiz algumas pesquisas sobre o tema e comecei a fazer leituras, primeiro para mim, depois para amigas e as coisas batiam assustadoramente certo. Foi então, face ao entusiasmo dos meus amigos com as minhas previsões, que decidi criar uma página no Facebook que agora, cinco anos depois, é a principal ferramenta de comunicação com os meus clientes.

“Continuam a achar que é como ‘a bruxa'”

De que forma a sociedade ainda olha para a atividade que desenvolves?
Na verdade continuam a achar que é como “a bruxa” que diz meia dúzia de aldrabices para ganhar dinheiro à custa da fragilidade dos outros. Felizmente tem havido um alargar de horizontes e pouco a pouco as mentalidades vão mudando. O meu trabalho em nada tem a ver com bruxarias ou feitiços, é um momento de partilha e de diálogo, em que a pessoa é confrontada com determinados desafios que a vida coloca e se trabalham comportamentos a adoptar face ao que o futuro reserva.
Quais as maiores dúvidas e receios de quem te contacta?
Inicialmente o principal motivo que trazia as pessoas até mim eram questões amorosas. Embora se pense o contrário, as pessoas estão cada vez mais ligadas aos afetos. No seu íntimo as vidas são completamente dominadas pelo amor, trocam-se carreiras profissionais por relações, vivem-se paixões platónicas uma vida inteira, amores a milhares de quilómetros de distância. Neste momento o principal motivo que leva as pessoas a procurarem-me é a gravidez. Descobri com o passar dos anos que existe em mim uma energia que desbloqueia a dificuldade que muitas mulheres têm em conceber. São já 51 bebés Life Coaching previstos em consulta e confirmados desde 1 de Janeiro de 2017.

Família e amigos

Sendo esta uma atividade fora do comum, como reagiram amigos e família ao saberem que esta era a tua profissão?
Tendo feito um percurso académico tradicional, com uma licenciatura em Jornalismo e um mestrado em Turismo, quando criei o projecto Life Coaching, a maior parte dos meus amigos e conhecidos estranharam a minha decisão. Hoje em dia, são os primeiros a pedir aconselhamento através das minhas consultas. É um tema que suscita muita curiosidade, quando alguém me apresenta como taróloga é impossível não surgirem automaticamente perguntas, é um óptimo desbloqueador de conversa.
A tua imagem cuidada também serve para mudar mentalidades…
A minha imagem jovial e sempre com um sorriso rasgado ajuda a mudar mentalidades, sim, no entanto ainda há o estigma da bruxa “mal encarada”, vestida de preto, com uma enorme verruga na cara. O meu sorriso ajuda a estabelecer uma empatia com quem faz a consulta comigo e que vem naturalmente nervoso pelas notícias que poderá receber.

“O meu sorriso ajuda a estabelecer uma empatia com quem faz a consulta”

Como treinas o que fazes?
A minha performance enquanto profissional não se treina porque a mediunidade é algo inato. Contudo, posso sempre melhorar a minha concentração através da meditação, mas assumo que poderia fazê-lo muito mais vezes. Prefiro um banho no mar para limpar as más energias! A minha sensualidade manifesta-se através da postura leve e descontraída que tenho perante a vida, com gargalhadas estridentes e dança no corpo, as pessoas divertem se com os meus directos, acabo por juntar a responsabilidade que o meu trabalho impõe com a boa disposição que me caracteriza, acho que é essa a fórmula do meu sucesso
Abordagens de cariz sexual
As abordagens de cariz sexual surgem normalmente antes das consultas, assim que chegam ao pé de mim e percebem que não estou ali para brincar ficam tão nervosos, que esse tipo de abordagem se dissipa. Não digo que nunca recebi mensagens de homens com segundas intenções depois de consultas, mas é raro. Os meus clientes respeitam o meu profissionalismo.
E pedidos estranhos, ou menos comuns?
Para mim pedidos estranhos são sempre aqueles que vêm com uma carga vingativa, quando perguntam o que podem fazer para prejudicar determinada pessoa. Nesses casos, encerro logo o assunto dizendo que estão no sítio errado.
Gosto pela fotografia onde surgiu
O meu gosto pela fotografia tem me acompanhado ao longo da vida. Sempre vivi em luta contra o excesso de peso e percebi que com uma escolha correcta de ângulos qualquer mulher pode brilhar numa fotografia. Foi sempre um bom instrumento para melhorar a minha auto estima.
Uma frase que defina a tua atividade profissional
As pessoas precisam de ser ouvidas, sem interrupções. Escutadas olhos nos olhos, com a compreensão de quem está a passar pelo mesmo, ainda que não estando…

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PÈ
Artigo de
Equipa Paraeles

22-09-2017



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