Timothy Weah, o miúdo de 18 anos que ofusca Neymar e Cavani

Timothy Weah, o miúdo de 18 anos que ofusca Neymar e Cavani

Desporto

Timothy Weah, o miúdo de 18 anos que ofusca Neymar e Cavani

Tem 18 anos, é uma das apostas do PSG nesta pré-época e começa a fazer jus ao apelido no clube em que o pai brilhou.

Artigo de André Cruz Martins

14-08-2018

Timothy Weah, jovem avançado de 18 anos e filho de George Weah, foi uma das grandes surpresas na pré-época do PSG a principal revelação do futebol francês neste início de temporada. Bastante utilizado pelo treinador Thomas Tuchel, promete fazer jus ao apelido do atual presidente da Libéria, que como se sabe foi um antigo ponta de lança de nomeada. Até aos dias de hoje, George Weah foi o único Bola de Ouro Africano (em 1995) e teve passagens de grande sucesso pelo mesmo PSG e ainda por AC Milan e AS Mónaco.

A posição preferencial de Timothy é ponta de lança, mas também se adapta com facilidade às duas alas do ataque. No início da pré-temporada aproveitou as ausências das grandes estrelas Mbappé, Neymar e Cavani, que começam os trabalhos mais tarde, para se mostrar a Tuchel e “reclamar” um lugar no plantel principal. E a verdade é que nos dois primeiros jogos oficiais do PSG foi titular e marcou em ambos: na Supertaça frente ao Mónaco (4-0) e na primeira jornada da liga francesa contra o Caen (3-0).

George Weah foi o único Bola de Ouro Africano, em 1995

Timothy, que mede 1,85 metros, foi titular no jogo com o Bayern Munique de 21 de julho e o autor do único golo da sua equipa, não evitando ainda assim a derrota por 1-3, num encontro em que um Renato Sanches também marcou. Poucos dias depois, voltou a repetir a titularidade no encontro com o Arsenal, mas dessa vez não fez o gosto ao pé num encontro que correu ainda pior à sua equipa, copiosamente derrotada por 1-5. Mais recentemente, foi suplente utilizado no triunfo frente ao Atlético de Madrid, por 3-2.

Já se estreou no campeonato francês

Timothy nasceu nos Estados Unidos e jogou nas escolas dos New York Red Bulls, tendo-se transferido para o PSG com 14 anos, alguns meses depois de ter realizado testes no Chelsea, que não terão corrido da melhor forma, pois não permaneceu em Stamford Bridge.

Em julho de 2017, assinou contrato profissional com o emblema parisiense e estreou-se na formação principal em março de 2018, poucas semanas depois de ter completado 18 anos, num jogo da Liga francesa diante do Troyes FC AC. E apesar de só ter jogado 12 minutos, só não marcou um golo porque o guarda-redes Erwin Zelazny fez uma excelente defesa.

Unai Emery, na altura o treinador do PSG, elogiou a atuação de Timothy. “Ele é um jogador muito jovem mas que funciona muito bem no centro do ataque. Tínhamos muitos atacantes que não podiam jogar e por isso concedi-lhe uma oportunidade. Esteve bem nos poucos minutos em que jogou”, afirmou.

É uma das figuras da seleção dos EUA

Em março de 2018 fez a primeira partida pela seleção A dos EUA, num particular com o Paraguai e a estreia a marcar foi em maio, no seu primeiro desafio a titular, tendo feito um dos golos no triunfo por 3-0 diante da Bolívia. Isto depois de já ter sido internacional pelas camadas jovens. Foi num encontro com o Paraguai que se “apresentou” ao mundo do futebol, ao fazer um “hat-trick” nos oitavos de final do Campeonato do Mundo de sub-17 de 2017.

Não se amedronta com a pressão

O jornal “The Guardian” considerou-o um dos 60 melhores jogadores de futebol nascidos no ano 2000. O jovem de 18 anos não se amedronta com essa pressão, nem com o facto de ser filho de um dos melhores pontas de lança da história. “Isso é normal, porque o meu pai foi um grande jogador do PSG.

Isso só me motiva ainda mais para dar tudo e corresponder às expectativas das pessoas, que esperam muito de mim. O meu pai alcançou grandes coisas no PSG e eu quero fazer o mesmo”, sublinha. De referir que quando em 2005 George Weah venceu a Bola de Ouro, cumpriu a primeira metade da temporada exatamente no PSG, antes de se transferir para o AC Milan.

Por outro lado, o jovem prodígio não quererá seguir as pisadas do seu irmão mais velho, George Weah Jr., que fez a formação no AC Milan mas depois construiu uma carreira muito pobre: hoje em dia tem 31 anos e joga no modesto FC Aigle, da terceira divisão suíça.

Buffon é elo de ligação entre pai e filho

Curiosamente, o mítico guarda-redes Gianluigi Buffon, companheiro de equipa de Timothy, estreou-se no campeonato italiano ao serviço do Parma, com apenas 17 anos, contra o AC Milan, em que uma das grandes estrelas era precisamente George Weah, que ficou em branco, numa partida que terminou empatada a zero. Timothy nasceu cinco anos depois desse primeiro encontro de Buffon na Série A.

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Artigo de
André Cruz Martins

14-08-2018



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