Leões fogem da maldição do sete

Leões fogem da maldição do sete

Desporto

Leões fogem da maldição do sete

Luís Figo foi o último jogador a ter sucesso com o sete na camisola dos verde e brancos. A maioria dos sucessores tiveram lesões graves com o número estampado. Para a temporada que aí vem, nenhum jogador leonino a quer envergar.

Artigo de Hugo Mesquita

12-07-2017

Superstição e desporto andam de mãos dadas. Muitos são os rituais seguidos à risca pelos jogadores, sobretudo antes de entrar em campo. Alguns beijam a relva, outros entram de pé-coxinho, e até aqueles que rezam já dentro das quatro linhas. O campo do oculto sempre esteve presente no mundo da bola, e a maldição do sete em Alvalade é disso exemplo.000

A história é longa, vem desde os tempos em que Luís Figo trocou o Sporting pelo Barcelona, na época de 95/96. O ex-bola de ouro foi o último jogador leonino com sucesso a envergar o sete nas costas. Daí para a frente mais ninguém conseguiu atingir sucesso com o mítico número, que até costuma ser associado ao ‘craque da equipa’, a par do número 10.

O sucessor de Figo em Alvalade foi Sá Pinto, que acabou por abandonar o clube no a seguir depois de ter agredido o selecionador nacional da altura, Artur Jorge. Foi o primeiro jogador a falhar com o sete nas costas. Voltaria mais tarde, em 2000, optando novamente pelo número maldito,mais uma vez sem sorte, acabou com uma lesão grave. Na época seguinte, escolheu o 10.

Sá Pinto voltou a Alvalade em 2000

 

No interregno de Sá Pinto, foram 3 os jogadores que optaram  pela dorsal com o sete: Iordanov, Leandro Machado e Delfim. Todos sofreram com problemas de físicos.

Jovens promissores com lesões graves

Marius Niculae parecia ser o primeiro a quebrar o enguiço. Começou em grande com um golo ao FC Porto, na jornada inaugural do campeonato, mas, mais uma vez, a maldição do 7 atacou e levou o romeno para o estaleiro. Niculae ficou com o número até 2003, sempre assombrado com problemas físicos.

As lesões perseguiram Niculae

 

De 2003 a 2007, nenhum jogador quis ficar com o sete, até que chegou o russo Izmailov, outro jogador, tal como Niculae, que prometera muito no início, realizando bons jogos, mas que também acabaria atacado pelo infortúnio das lesões.

Depois de Izmailov, muitos foram os audazes que tentaram a sua sorte com o sete, mas ninguém com sucesso: Jeffrén, Bojinov e Shikabala. No último ano, foi Campbell que escolheu o sete e, mais uma vez, a malapata continuou.

O Sporting já divulgou a numeração da equipa para esta época e, de modo a afastar todos os fantasmas (ou talvez não) não atribuiu o número a nenhum jogador… pelo menos para já.

Existirá mesmo a maldição do sete? Melhor prevenir.

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Artigo de
Hugo Mesquita

12-07-2017



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