A explicação por detrás de sete curiosos rituais de clubes

A explicação por detrás de sete curiosos rituais de clubes

Desporto

A explicação por detrás de sete curiosos rituais de clubes

Da Águia Vitória do Benfica até ao “You’ll never walk alone” do Liverpool, passando pelo cão Biriba do Botafogo e muito mais.

Artigo de André Cruz Martins

18-07-2020

No futebol nem sempre a lógica e a racionalidade prevalecem. Certos clubes têm rituais e tradições peculiares que são adoradas pelos seus adeptos, mesmo que os simpatizantes de outras cores não os percebam. Elegemos sete dos rituais mais marcantes do futebol mundial e explicamos o que está por trás deles.

O voo da Águia Vitória (Benfica)

Aproveitando o facto do seu símbolo ser uma águia, o Benfica começou a apresentar um espetáculo antes dos jogos em casa, em que uma águia, de nome Vitória, fazia um voo circular com a duração de cerca de um minuto e meio, que terminava num poleiro colocado no centro do relvado.

O show, liderado por Juan Bernabé, o tratador da águia, começou no final de 2003 e durou até 2010, quando este foi despedido, acusado de agredir um dirigente do clube, enquanto o espanhol garantiu publicamente que dois dirigentes do Benfica quiseram matar a águia.

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A águia e o tratador entretanto mudaram, mas o voo antes de cada jogo na Luz mantém-se. Em três jogos, um em julho de 2012, outro em novembro de 2012 e outro em abril de 2018, o espetáculo não correu bem e a Águia Vitória fugiu para fora do estádio, mas acabou por ser recuperada, devido a um localizador que tinha instalado no corpo.

O cão do Botafogo que virou mascote

Corria o ano de 1948 quando o cão de Macaé, antigo jogador do Botafogo, entrou em campo durante um dérbi com o Flamengo. O canídeo, de nome Biriba, fez chichi na perna de um jogador do Botafogo e a equipa deu a volta ao resultado depois desse inusitado momento, acabando por ganhar a partida. O clube ganhou o título carioca dessa temporada, quebrando um jejum de dez anos, o que levou a que Carlos Martins da Rocha, presidente do Botafogo, transformasse Biriba na nova mascote da equipa, o que se manteve até hoje.

A música reggae do Chelsea

“The Liquidator” é uma música reggae que surge nos altifalantes do estádio do Chelsea no final de cada jogo, sendo também muitas vezes entoada pelos adeptos durante as partidas. Esta canção foi lançada por Harry J Allstars em 1969 e na altura costuma ecoava antes dos jogos dos “blues”. Os adeptos do clube londrino gostaram tanto da música que a transformaram no hino do clube em 1970. O mais estranho? A música nada tem a ver com futebol e muito menos com o Chelsea.

Os dentes de alho do Deportivo da Corunha

A partir do final do século passado, adeptos do Deportivo La Coruna começaram a espalhar dentes de alho na relva do seu estádio antes de cada jogo em casa. Acreditavam que isso iria afastar os maus olhados. O título de campeão nacional alcançado em 1999/2000, o único na sua história, acabou por dar mais força a essa crença. Os anos de glória não passam de uma memória longínqua e o Deportivo até está no segundo escalão. Mas os seus adeptos continuam com esta estranha tradição.

Hennes, o bode do Colónia

Em 1950, quando o Colónia celebrava o seu segundo aniversário, a diretora do circo local, Carola Williams, ofereceu uma cabra ao clube como amuleto da sorte. O treinador da altura, Hennes Weisweiller, “adotou” o animal e deu-lhe o seu próprio nome.

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Hennes, o bode, passou a ser a mascote do Colónia e começou a aparecer em camisolas, cachecóis e outros artigos vendidos pelo clube. Ao longo dos anos, bodes reais foram sendo adotados como símbolo do Colónia e hoje em dia o reinado pertence a Hennes VIII, cujo reinado vigora desde 2008. Hennes VIII vive no jardim zoológico de Colónia e desloca-e ao estádio quando a equipa de futebol joga em casa.

As bolhas do West Ham

Os adeptos do West Ham adotaram como hino a música “I’m Forever Blowing Bubbles”, extraída do musical “The Passing Show”, de 1918 e entoam-na em todos os jogos em casa, antes do início das partidas. A música foi apresentada ao clube na década de 20 do século passado pelo empresário Charlie Paynter. Alegadamente, o ex-jogador do West Ham, Billy J. Murray, tinha uma grande semelhança com um rapaz que era usado pela marca Millais num anúncio de sabonetes na época.

O diretor da escola de Murray era amigo de Paynter e influenciou-o a ouvir a música. Os adeptos do West Ham começaram a adotar esta canção, que foi ganhando cada vez maior importância, ao ponto de ser entoada antes de cada jogo e até com a ajuda de uma máquina de bolhas

You’ll Never Walk Alone (Liverpool)

Quase que apostamos que a música mais conhecida no mundo do futebol é o “You’ll Never Walk Alone”. Originalmente dos adeptos do Liverpool, mas que entretanto foi copiada por muitos outros clubes de todo o mundo. Adotada do musical “Carousel”, a canção teve a sua versão mais conhecida no início da década de 60 do século passado, feita pela banda Mersey Sound, de Liverpool. Alcançou o número 1 de singles britânicos e por lá ficou durante quatro semanas consecutivas.

Os adeptos dos “reds” adotaram a canção como hino e há muitos anos que a entoam a plenos pulmões antes do apito inicial em todos os jogos dos “reds” em casa. A mensagem é clara: o Liverpool nunca caminhará sozinho. E assim é. Apesar do clube não ser campeão inglês desde 1990, ninguém duvida de que os adeptos do Liverpool são dos mais fervorosos em Inglaterra.

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