Este onze de treinadores seria candidato à vitória na Champions

Este onze de treinadores seria candidato à vitória na Champions

Desporto

Este onze de treinadores seria candidato à vitória na Champions

Recuámos no tempo em que os atuais técnicos das equipas presentes na Liga dos Campeões eram jogadores e encontrámos um verdadeiro onze de luxo.

Artigo de André Cruz Martins

14-09-2018

Real Madrid, FC Barcelona, Manchester City, FC Liverpool, Manchester United, Juventus, Bayern Munique e PSG serão tidos pela generalidade dos adeptos como os grandes candidatos à vitória na atual edição da Liga dos Campeões.

Todos estes clubes têm equipas recheadas de estrelas, mas se fosse possível recuarmos alguns anos e décadas e formássemos o melhor onze entre os atuais treinadores das 32 formações em competição, perceberíamos que essa equipa se poderia bater contra qualquer adversário. Bom, se calhar o guarda-redes não inspiraria grande confiança, mas vamos partir do princípio que a qualidade dos restantes dez jogadores compensaria os seus eventuais erros.

Sete destes ex-jogadores representaram os clubes que atualmente treinam

A UEFA elegeu este onze de luxo no seu site oficial, num esquema de três centrais, e o paraeles recorda os tempos em que estes onze atletas espalhavam magia pelos relvados europeus. Curiosamente, sete destes ex-jogadores representaram os clubes que atualmente treinam: Julen Lopetegui (Real Madrid), Fatih Terim (Galatasaray), Sérgio Conceição (FC Porto), Eusebio Di Francesco (AS Roma), Diego Simeone (Atlético de Madrid), Mark Van Bommel (PSV Eindhoven) e Ernesto Valverde (FC Barcelona).

Julen Lopetegui, Real Madrid (guarda-redes)

Provavelmente, o ex-guarda-redes espanhol seria o elo mais fraco desta equipa. Afinal de contas, todos nos recordamos dele como o eterno suplente de FC Barcelona (apenas dez jogos disputados em três épocas) e Real Madrid (apenas um jogo em duas temporadas). Nem sequer no Rayo Vallecano foi um titular indiscutível, estatuto que só alcançou no CD Logroñes, nas três temporadas em que representou o clube. A ver vamos se va ser mais feliz nos “merengues” no cargo de treinador.

Mauricio Pellegrini, Tottenham (defesa central)

Mauricio Pochettino, que nos seus tempos de jogador apresentava uma farta cabeleira, sempre foi um defesa central duro, mas também tinha bons pés. Começou a carreira ao lado de Maradona no Newell’s Old Boys, mas foi ao serviço do Espanyol e do PSG que viveu os melhores anos da carreira. Na formação espanhola, ganhou duas Taças do Rei, algo que não nunca foi propriamente fácil para este modesto clube (venceu quatro em toda a sua história).

Fatih Terim, Galatasaray (defesa central)

Sempre foi defesa central e começou a carreira no Adana Demirspor, clube da sua cidade natal. Foi no entanto ao serviço do Galatasaray, que atualmente treina, que atingiu a glória: esteve lá durante onze anos (em três passagens) e chegou a capitão. De resto, a capacidade de liderança era a sua imagem de marca e foi capitão da Turquia em qualquer coisa como 35 das suas 51 internacionalizações.

Jürgen Klopp, FC Liverpool (defesa central)

Começou a carreira como avançado pelo Rot-Weiss Frankfurt, mas foi como defesa central que se notabilizou, ao serviço do FSV Mainz, entre 1990 e 2001. Esses foram os dois únicos clubes que representou enquanto futebolista. Pelo FSV Mainz, nunca deixou de mostrar veia goleadora, tendo marcado qualquer coisa como 52 golos em 325 jogos pelo clube alemão, que depois acabaria por treinar durante sete temporadas.

Sérgio Conceição, FC Porto (ala direito)

Sérgio Conceição cumpriu grande parte da carreira como extremo direito, mas também jogou bastantes vezes como defesa do mesmo lado, inclusivamente na seleção nacional. Quem não se recorda do seu “hat-trick” a Oliver Khan num célebre Alemanha-Portugal do Euro 2000? Esse terá sido o seu melhor jogo numa carreira excecional, cujos pontos mais altos foram as magníficas temporadas que realizou no FC Porto e na SS Lazio. Como treinador dos dragões foi campeão nacional logo na época de estreia.

Eusebio Di Francesco, AS Roma (ala esquerdo)

Começou por representar os modestos Empoli FC, AS Lucchese e Piacenza Calcio 1919, mas acabou por chegar ao gigante AS Roma, onde esteve entre 1997 e 2000. Era um médio versátil, que jogava no lado esquerdo ou numa posição mais central e cumpriu 12 internacionalizações A, vencendo todos esses jogos.

Diego Simeone, Atlético de Madrid (médio centro)

Era como jogador uma cópia do estilo de jogo que implementou no Atlético de Madrid: um médio pressionante, raçudo e viril (talvez em excesso) mas com uma grande qualidade. Viveu os melhores momentos da carreira ao serviço da SS Lazio, Inter Milão, Atlético de Madrid e Sevilha FC, tendo conquistado uma Taça UEFA e uma Supertaça europeia. No Atlético de Madrid não conseguiu ser campeão como jogador, mas liderou os “colchoneros” nessa conquista em 2017/18, já como técnico.

Josep Guardiola, Manchester City (médio centro)

Sem dúvida uma das grandes estrelas deste onze de luxo. Médio centro cerebral com notável capacidade de passe, foi formado no FC Barcelona e acabou por cumprir onze temporadas nos “blaugrana” como sénior, tendo conquistado seis campeonatos, uma Taça dos Campeões Europeus, uma Taça dos Vencedores das Taças e duas Taças do Rei. Na fase descendente da carreira, representou Brescia Calcio, AS Roma, Al Ahli (do Catar) e em 2005/06 terminou no improvável Dorados, do México, mas sem sequer cumprir um único jogo, devido a problemas físicos que não o largaram.

Mark Van Bommel, PSV Eindhoven (médio centro)

Mark Van Bommel era um médio que jogava sempre em alto ritmo e apesar de ser mais destrutivo do que um construtor, tinha queda para marcar golos (fez 105 ao serviço de clubes). Destacou-se no PSV Eindhoven, Bayern Munique, AC Milan e Barcelona FC, tendo sido campeão europeu nos “blaugrana”. Pelo PSV, que treina atualmente, venceu quatro campeonatos e uma Taça da Holanda e foi eleito Melhor Jogador Holandês do Ano por duas vezes.

Carlo Ancelotti, SSC Nápoles (médio ofensivo)

Fez a formação no Parma FC, mas enquanto sénior representou apenas AS Roma e AC Milan Foi campeão uma vez nos “giallorossi”, onde ainda ganhou quatro Taças de Itália e ganhou duas Taças dos Campeões Europeus e dois campeonatos nos “rossoneri”. Fez parte de um dos melhores plantéis da história do AC Milan, juntamente com nomes como Gullit, Rijkaard, Van Basten, Baresi, Maldini e muitos outros excecionais futebolistas.

Ernesto Valverde, FC Barcelona (ponta de lança)

Conhecido como ‘Txingurri’ (formiga operária) nos seus tempos de jogador, destacou-se ao serviço do Athletic Bilbao e Espanyol e neste último perdeu a final da Taça UEFA em 1987/88, com o Bayer Leverkusen. Em 1988/89 e 1989/90 passou pelo FC Barcelona, mas sem sucesso, tendo marcado apenas 10 golos em 29 partidas. De resto, apesar de ter construído uma boa carreira, parece ser melhor treinador do que foi futebolista.

Artigo de
André Cruz Martins

14-09-2018



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