Ada Hegerberg é a primeira mulher a vencer a Bola de Ouro e não se livra da polémica

Ada Hegerberg é a primeira mulher a vencer a Bola de Ouro e não se livra da polémica

Desporto

Ada Hegerberg é a primeira mulher a vencer a Bola de Ouro e não se livra da polémica

Avançada norueguesa entra para a história do troféu e momento de glória fica manchado por situação infeliz.

Artigo de Bruno Seruca

04-12-2018

Este ano, e pela primeira vez na história do galardão, foi entregue a Bola de Ouro feminina. A vencedora do troféu atribuído pela France Football foi Ada Hegerberg, avançada do Lyon, tornando-se assim na primeira mulher a receber a distinção. E se no troféu masculino muitos questionam a vitória de Luka Modric, também a vitória feminina é surpreendente.

 

 

Além da jogadora norueguesa, de 23 anos, estavam nomeadas mais seis jogadoras do Lyon, campeão francês e europeu. Entre elas, Lucy Bronze, considerada uma das favoritas à vitória. Tal como a holandesa Lieke Martens, que joga no Barcelona e ainda a brasileira Marta, que já tinha conquistado o prémio FIFA para melhor jogadora da época. Mas a eleita acabou por ser Ada Hegerberg, sendo que nenhuma das favoritas ficou classificada nos três primeiros lugares.

Vitória manchada por polémica

A atribuição da Bola de Ouro feminina acabou por ficar manchada por causa de um momento infeliz, protagonizado por Martin Solveig, que participou na cerimónia. O DJ perguntou se a jogadora sabia dançar o twerk. Ada Hegerberg respondeu com um seco “não” parecendo querer afastar-se de Martin Solveig. Nas redes sociais multiplicaram-se as acusações de assédio sexual. Situação que levou o artista a recorrer às redes sociais para se justificar. “Expliquei a Ada e ela disse ter compreendido que foi apenas uma piada. De qualquer forma, apresento as minhas desculpas a todos os que se sentiram ofendidos. E mais importante, parabéns a Ada”, escreveu.

Também a jogadora abordou a situação no final da cerimónia, dizendo que Martin Solveig a abordou posteriormente, “bastante chateado com as proporções que a situação atingiu.” “Naquele momento, não considerei tratar-se de assédio sexual ou algo do género”, explicou, garantindo estar “muito feliz” com o facto de ter sido a primeira mulher a conquistar a Bola de Ouro.

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Fotos: Reprodução Instagram

Artigo de
Bruno Seruca

04-12-2018



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