Ford Fiesta Vignale, o que (mais) conta é o interior

Ford Fiesta Vignale, o que (mais) conta é o interior

Consumo

Ford Fiesta Vignale, o que (mais) conta é o interior

A nova geração do citadino da Ford traz elegância na versão Titanium e impetuosidade na ST-Line. Mas é sobretudo no topo de gama Ford Fiesta Vignale onde o que conta é o interior.

Artigo de Luís Martins

15-06-2018

O luxo chega pela primeira vez ao Fiesta. É justo considerar-se, portanto, que na versão Ford Fiesta Vignale o que (mais) conta é o interior.

O novo e mais pequeno Vignale passa a integrar a estratégia de topo de gama da Ford. A marca alarga a assinatura de distinção, por um lado, e, por outro, torna-a mais acessível.

O menos distinto dos luxuosos Vignale pode chegar-lhe às mãos por 20.980 euros, na motorização EcoBoost 1.0 de 100 cavalos. Por mais cerca de 4 mil euros, a versão que ensaiámos pode ser sua: o TDCi 1.5 de 120 cavalos.

Ford Fiesta Vignale – é um crime ‘chamar-lhe’ utilitário

O Ford Fiesta Vignale apresenta jantes de 18 polegadas e detalhes e cores exteriores exclusivos. Os bancos, em couro costurado em hexágonos, são do mais confortável que já experimentámos.

A posição de condução é soberba. O carro parece abraçar-nos. Os painéis, os materiais (com uma exceção), os pormenores altamente cuidados, os apoios à condução defensiva, os censores e a câmara traseira… está lá tudo.

A tal exceção é o plástico interior das portas que acolhe o puxador: em tantos cuidados, lamenta-se a sensação de – não sendo aconselhável, não há quem não o faça – apoiar o cotovelo nesta superfície aquém de um ‘verdadeiro’ Vignale.

A tal exceção é o plástico interior das portas que acolhe o puxador
A tal exceção é o plástico interior das portas que acolhe o puxador, aquém de um Vignale

De resto, só elogios. Um atrás do outro, cada argumento do Ford Fiesta Vignale apaixona-nos. Sistema de estacionamento mãos-livres, detecção 360º de peões e outros potenciais perigos, tecto panorâmico em vidro de abrir e sistema de som Bang & Olufsen.

Mais Fiesta. Melhor Fiesta

A gama Fiesta é hoje, mais de 40 anos desde que foi lançado, em 1976, a mais extensa e versátil de sempre. Do mais modesto ao agora estreante Vignale, o Fiesta multiplica-se em mais de 30 versões.

Estamos perante «a gama de versões mais ampla de sempre», refere Steven Armstrong, presidente da Ford para a Europa. A personalidade do Fiesta Vignale distingue-se por isso das dos restantes ‘irmãos’ pelo padrão acetinado da grelha, pelos contornos da grelha, das luzes de nevoeiro e por muitos outros elementos, principalmente no seu ‘casulo’.

O habitáculo é verdadeiramente um casulo. Acolhe-nos com materiais de qualidade elevada, superfícies lisas e configurações intuitivas. O Ford Fiesta Vignale transmite-nos – principalmente no momento de encararmos o trânsito citadino – a sensação de tranquilidade absoluta.

ecrã flutuante inspirado, exatamente, num tablet que responde a movimentos de toque e de deslize
O ecrã flutuante no centro do tabler é inspirado num tablet que responde a movimentos de toque e de deslize

O design interior é influenciado pela forma como os consumidores usam dispositivos como smartphones e tablets, com a zona central do tablier ocupada por um ecrã flutuante inspirado, exatamente, num tablet que responde a movimentos de toque e de deslize.

Vignale tem o céu como limite

O tecto panorâmico em vidro contribui muito para a sensação de espaço amplo e arejado

Comparativamente ao Fiesta anterior, metade dos botões na consola central desapareceu. Com isto, a gestão das funções do veículo ficou substancialmente mais facilitada.

Também no volante há menos botões, que, pela primeira vez, pode ter opção de aquecimento. ‘Ferramenta’ muito útil nos dias mais frios.

Os bancos podem ser aquecidos, em três níveis de temperatura. E depois, o céu. Perdão, o tecto. O tecto de abrir panorâmico em vidro é também opcional e acrescenta muito à sensação de ambiente espaçoso e arejado.

Vontade própria para estacionar e… não só

O novo Ford Fiesta Vignale é o utilitário tecnologicamente mais avançado à venda na Europa. Oferece 15 tecnologias sofisticadas que ajudam a gerir as exigências de condução e de estacionamento, proporcionando mais segurança e protecção.

Os sensores do Fiesta monitorizam 360 graus em redor do veículo e podem ver até 130 metros para a frente. Distância superior ao comprimento de um campo de futebol.

O Fiesta deteta peões na estrada, ou perto dela, ou que possam cruzar-se na trajectória do veículo. Fá-lo tanto de dia quanto de noite. Caso o condutor não responda aos avisos, trava para evitar os peões.

Por outro lado, estacionar o Fiesta nunca foi tão fácil. Através de sensores ultra-sónicos, localiza lugares de estacionamento adequados, em paralelo ou em espinha.

O condutor tem apenas de acelerar ou travar, enquanto a 'vontade própria do Vignale estaciona em modo mãos-livres
O condutor tem apenas de acelerar ou travar, enquanto a ‘vontade própria’ do Vignale estaciona em modo mãos-livres

Depois, faz o trabalho quase sozinho. O condutor tem apenas de acelerar ou travar, enquanto a ‘vontade própria’ do Vignale estaciona em modo mãos-livres.

Diversão, economia e segurança

Desde o nascimento, há 42 anos, o Ford Fiesta teve sempre como um dos seus mais fortes argumentos os baixos consumos. O motor é tão compacto que pode com alguma facilidade ser acondicionado num compartimento de bagagem de tecto de um avião.

Surpreendente? Calma. Há mais. Apesar de ‘minúsculo’, o bloco a gasolina EcoBoost de 1,0 debita tranquilamente até 140 cavalos de potência.

O ‘músculo’ é tal que a versão ensaiada, equipada com TDCi de 1,5 litros Ford, nos leva confortavelmente sentados sobre 120 cv. Por isso, qualquer das variantes, mais de 30, proporciona agilidade e diversão de condução.

Ao longo de três dias de ensaio, o Ford Fiesta Vignale consumiu 4,7 litros por cada 100 quilómetros percorridos

Pressupor-se-ia, a priori, que a tanta diversão corresponderia um ‘preço’… alto na hora de atestar o depósito. Nada de mais enganoso.

O Ford Fiesta testado, largamente em circuito urbano ao longo de três dias de ensaio, consumiu apenas 4,7 litros de gasóleo por cada 100 quilómetros percorridos. Quase sempre, refira-se, em modo Eco.

Divertido. Económico. E seguro. Ainda que, a cada passo evolutivo, o Fiesta mantenha na generalidade das suas versões a sensação de uma suspensão demasiado suave, a verdade é que essa característica minimiza o impacto das irregularidades dos nossos pisos. A essa suavidade junta-se outro argumento. A tecnologia em curva.

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De facto, além de todos os adjetivos já enumerados, um outro se junta ao serviço da segurança. Em curva, as impercetíveis doses de travagem aplicadas nas rodas interiores conferem ao Fiesta mais estabilidade. E segurança.

Os próprios travões, aliás, estão mais eficazes e permitem reduzir a distância de travagem em perto de 10 por cento quando a viatura circula a 100 km/h. Percentagem que, obviamente, cresce à medida que a velocidade de circulação diminua.

Texto: Luís Martins | WIN

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15-06-2018



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