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Super Bowl: Contos de fada existem mesmo

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Sabe tudo sobre uma das mais polémicas e emocionantes Super Bowl de sempre. Nick Foles foi o herói, Justin Timberlake o vilão.
Artigo de Hugo Mesquita
Sábado, 10 de Fevereiro de 2018

Contra (quase) todas as previsões, os Philadelphia Eagles venceram os super-favoritos New Englands Patriots e conquistaram a primeira Super Bowl da sua história, numa das finais mais espetaculares de sempre. O MVP da final foi o quarterback suplente dos Eagles, Nick Foles, que ainda há uns meses pensava em se retirar da modalidade. Um Tom Brady reduzido fisicamente foi insuficiente para trazer a vitória para Massachusetts.  41-33 foi o resultado final.

Philadelphia parou para festejar a vitória na Super Bowl

 

 

A vitória dos Eagles foi uma enorme prova de superação. A equipa vinha realizando uma excelente caminhada na fase regular, mas no final perdeu o quarterback titular, Carson Wentz, por lesão. Perante esta contrariedade, os adeptos dos Eagles ficaram descrentes em relação ao futuro da equipa na competição.

Os adeptos não acreditavam que o suplente Nick Foles conseguisse comandar a equipa até à final no U.S. Bank Stadium, em Minneapolis (Minnessota), para a 52.ª edição da Super Bowl. Conseguiu, conquistou o título e ainda foi eleito o MVP da competição. Isto depois de há uns meses ter ponderado abandonar a modalidade. Depois de uma época com um rendimento regular com os Eagles, em 2013, o jogador foi perdendo protagonismo, tendo passado pelos St. Louis Rams (2015) e Kansas City Chiefs (2016). Regressou aos Eagles para ser suplente de Carson Wentz, um dos jovens quarterbacks mais promissores da liga. Aos 29 anos,  Foles ainda foi a tempo de mostrar a sua real valia.

Para além do prémio de MVP, o quarterback dos Eagles conseguiu mais dois grandes feitos. Foi o segundo quarterback suplente a vencer o troféu máximo (o primeiro tinha sido precisamente Tom Brady, em 2001).  Foi também o primeiro quarterback a fazer um touchdown no Super Bowl.

 Halftime Show de Justin Timberlake envolto em grande polémica

O espetáculo não se ficou pela partida. O Halftime Time Show, protagonizado por Justin Timberlake, foi envolto em grande polémica. Os fãs esperavam que o cantor atuasse juntamente com Janet Jackson, como em 2004, quando a irmã de Michael Jackson ficou com um mamilo exposto, num episódio que ficou conhecido como «Nipplegate». O episódio trouxe grandes contrariedades à carreira da cantora, isto apesar de ter sido Timberlake a expôr o peito de Janet. O convite endereçado apenas ao cantor irritou os fãs.

A par disso, a homenagem feita pelo cantor a Prince (falecido em 2016) foi também bastante criticada. O intérprete de «Purple Rain» não era um fã de Justin e disse várias vezes que os hologramas eram «obra do demónio». Era intenção de Timberlake utilizar este tecnologia que – depois de ter sido aconselhado pelos amigos – acabou por utilizar apenas uma tela gigante com imagens projetadas do cantor. Mas a polémica estava já instalada.

A atuação propriamente dita correu sem problemas. Justin atuou durante 12 minutos. No repertório estiveram sucessos como «Can’t Stop the Feeling», «Sexy Back», «My Love» ou «Cry Me A River».

Foto: Reprodução Instagram
Artigo de
Hugo Mesquita
Sábado
10 de Fevereiro
2018

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